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O cliente é caloteiro, e agora?

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muiomuio 
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Cada vez mais vejo isto acontecer e por isso começo o tema:

O cliente começa por pagar mas uma vez alcançados os resultados deixa de pagar por achar que não é preciso mais e ficamos pelo menos com 1 mês de trabalho em que não recebemos. Em casos extremos conheço clientes que ficaram 6 meses sem pagar as respectivas avenças.

Uma vez que não existem contratos e os valores em causa não justificam colocar o cliente em tribunal ou pagar a um advogado, o que podemos fazer nestas alturas?

Fica o tópico aberto, aguardo as vossas opiniões.
Mário Andrade
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Jóni Oliveira 
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Assustar o cliente... aproveitar a vertente social da net...

Sinceramente também não sei
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Stromberg 
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de que prestação de serviços estamos a falar? é algo cujos resultados possas influenciar caso o cliente se porte mal?

ausência de contrato é que é inaceitável nos dias que correm... nem que seja uma só folha mal rascunhada a explicitar as obrigações de cada uma das partes.
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diogoosorio 
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Cada vez mais vejo isto acontecer e por isso começo o tema:

O cliente começa por pagar mas uma vez alcançados os resultados deixa de pagar por achar que não é preciso mais e ficamos pelo menos com 1 mês de trabalho em que não recebemos. Em casos extremos conheço clientes que ficaram 6 meses sem pagar as respectivas avenças.

Uma vez que não existem contratos e os valores em causa não justificam colocar o cliente em tribunal ou pagar a um advogado, o que podemos fazer nestas alturas?

Fica o tópico aberto, aguardo as vossas opiniões.
Mário Andrade

Deparei-me com uma situação similar há uns tempos. Desenvolvi uma aplicação para um cliente, passei o recibo e passados 4 meses ainda estava à espera do pagamento.

O valor do recibo era de ~600€, portanto não valia muito a pena pensar num ação judicial. Valeu sim a pena contactar o meu advogado, dar o braço a torcer em (julgo que na altura) quase 100€ e pedir ao advogado para enviar um cartinha em nome dele e em minha representação, a "avisar" que caso a dívida não fosse liquidada, se tomariam medidas.

Bom, levou mais 3 meses mas lá consegui reaver o dinheiro. Mais que não seja a carta serviu para reestabelecer um diálogo mais "produtivo" com o cliente - estabelecemos um plano para o pagamento (em 3 meses) e a partir dai a coisa correu bem. Btw, a sugestão foi-me dada por um orador, na conferência Ser Freelancer. :)

A verdade é que anda por aí uma enorme falta de liquidez (mesmo). Sei que é complicado, mas há que ter paciência e nestes casos ter a capacidade de dialogar, marcar uma posição justa (mas firme) e cordialmente dar a entender que estamos dispostos a colaborar ativamente na solução do problema, mas que não vamos "desgrudar" (somos tipo carraça).

A minha política, desde esta experiência mudou. No caso de projetos com valores muito baixos (<300€), peço o pagamento completo no momento da adjudicação. Caso contrário não me compensa depois a "chatice" por 10 ou 15h de trabalho.

Em relação a recorrer-se a redes sociais, ... para expor o caso, não sou grande fã desse tipo de atitude. Ai já é a nossa imagem que entra em jogo e parece-me que esse tipo de atitude tem exatamente o efeito oposto - se damos ao cliente a fama, ao menos que fique com o proveito (e não pague mesmo). É pelo menos assim que eu penso.

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Project 
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Sim, o melhor é fazer o que o Diogoosorio disse, o problema é que isso pode não resolver nada. Porque? Porque o devedor pode simplesmente ignorar a carta e depois nada feito.
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Stromberg 
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Sim, o melhor é fazer o que o Diogoosorio disse, o problema é que isso pode não resolver nada. Porque? Porque o devedor pode simplesmente ignorar a carta e depois nada feito.

continuo a achar que depende do tipo de serviços que o Mário tenha prestado. nestas áreas "digitais", chamemos-lhe assim, há um sem rol de situações em que o prestador de serviços tem a faca e o queijo na mão caso o cliente não pague ou se arme em parvo.

embora concorde que a carta do advogado seja um passo seguro .
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muiomuio 
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Sendo este tópico dentro da categoria SEO, estamos a falar na prestação de serviços de SEO, Google Adwords, etc.

Quando trabalhava em regime de freelance os "contratos" são simples emails que explicavam as minhas condições mas que deixavam muitas portas abertas para ser explorado por falta de referir determinados pontos.

Já trabalhei como freelancer para uma empresa onde o cliente aceitou trabalhar com a empresa durante 6 meses. Ao final de 3 meses estava em primeiro lugar para a keyword principal e no 4º mês já não pagou o trabalho elaborado no mês anterior.

A empresa pagou a minha parte relativamente a esse projecto e sei que ao fim de 4 meses o cliente ainda não tinha pago o que devia.

No entanto reparo nesta lacuna, a nível de SEO, nós trabalhamos, fazemos o melhor para dar ao cliente os melhores resultados possiveis e no final não querem pagar usufruindo do trabalho.

Deviamos ter uma forma de tirar pelo menos o queijo da mão do cliente.
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cjseven 
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Principio básico para evitar estes casos:

Receber à priori.

O cliente paga a avença, o trabalho acordado segue em frente.
Não paga a avença, o trabalho acordado não segue em frente.
O trabalho acordado não segue em frente, o cliente deixa de ser cliente até resolver a situação pendente.

Algo que ainda não implementei, mas que irei implementar logo que o custo de oportunidade permitir, é uma startup fee para projectos com avença, ou seja, para dar início ao projecto, para além do pagamento à priori, o cliente terá de pagar uma fee para início dos trabalhos. Caso deixe a pagar a avença acordada, e deseje mais tarde reiniciar, terá de pagar novamente a fee inicial para além da avença acordada.

Obviamente que isto é o principio geral e a tolerância varia consoante o cliente em causa, a situação que o faz não pagar, o seu histórico e o meu custo de oportunidade no momento.
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diogoosorio 
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Sim, o melhor é fazer o que o Diogoosorio disse, o problema é que isso pode não resolver nada. Porque? Porque o devedor pode simplesmente ignorar a carta e depois nada feito.

Depende muito do valor em causa e de quem é o cliente. No exemplo que dei acima, o cliente era uma empresa, havia um contrato envolvido e acima de tudo era uma organização com sentido de responsabilidade.

Mas o facto era que eu não conseguia que me pagassem. A carta do advogado (e posterior contacto telefónico), foi mais um "desbloqueio" da situação - em si não resolveu nada, porque calculo eu que cartas como aquela estava a organização em causa, farta de receber - mas deu-me margem para convocar uma reunião e marcar uma posição. Compreendia as dificuldades deles, estava disposto a colaborar, mas queria receber...

Óbvio que só tomei essa iniciativa porque achei que ia surtir algum tipo de efeito, e porque o montante o justificava.

Hoje em dia a abordagem tem de ser pragmática. Quem trabalha a recibos não tem só a "piçada" de ser taxado até aos testículos em termos fiscais - quem já anda nestas andanças, sabe sempre que manter um fluxo de caixa é uma tarefa hercúlea, porque nunca sabemos bem quando nos vão pagar.

Dito isto, exceto para um conjunto muito bem definido de clientes (com os quais tenho um background já estabelecido e que sei que o risco de me falharem é largamente compensado pelo proveito que me dão), há necessidade de estabelecer contratualmente milestones bem definidas - chegada à fase x do projeto, y tem de ser libertado. E até tal acontecer, tem de haver um entendimento de ambas as partes que o projeto é "suspenso" (e atenção que isto tem de ser deixado bem claro antes da adjudicação do projeto).


...

Esta é  uma das razões porque se diz que um sistema judicial decente é pedra basilar para a competitividade de um país. Toda a gente sabe que para valores deste tipo, muito dificilmente alguém dará entrada a uma ação judicial - é demasiado caro e sobretudo demora demasiado tempo.

E neste tipo de situação estás, muito basicamente, à mercê do cliente...
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Stromberg 
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nesse cenário, se fosse comigo, fazia-lhes entender que seria melhor pagarem o que devem se quisessem continuar em 1º lugar ;)

(porque quem coloca um cliente em 1º lugar também consegue tirar-lho)
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Jerson 
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Não considero um problema muito grave, é importante tomar precauções no sentido de se receber uma quantia antes de realizar o trabalho e por etapas para não se ficar a perder caso hajam problemas. Isto não implica que de vez em quando não se leve com um ou outro cliente vigarista, são ossos do oficio. Quanto estamos a falar de quantias consideráveis agir legalmente é uma opção, mas é bom que tudo seja feito como mandam as regras senão pode ser mais complicado recuperar o dinheiro.
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carlosm 
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nesse cenário, se fosse comigo, fazia-lhes entender que seria melhor pagarem o que devem se quisessem continuar em 1º lugar ;)

(porque quem coloca um cliente em 1º lugar também consegue tirar-lho)

Também concordo. Se for seo (neste caso offpage) podes ameaçar que fazes com que o site caia nas SERP.
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cjseven 
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nesse cenário, se fosse comigo, fazia-lhes entender que seria melhor pagarem o que devem se quisessem continuar em 1º lugar ;)

(porque quem coloca um cliente em 1º lugar também consegue tirar-lho)

Ameaçar um cliente é um mau caminho a seguir, seja qual for a situação.

Ainda que resulte em termos do pagamento em falta, em que pé ficaria a relação futura? Para além disso, o que demonstra menos carácter?

- faltar aos compromissos de pagamento (existem vários motivos)

ou

- ameaçar com chantagens do tipo ou "pagas ou lixo-te"

Quer queiramos, quer não, o primeiro responsável por um cliente faltar ao pagamento somos nós. Nós é que escolhemos trabalhar para esse cliente, nós é que escolhemos o cliente.

Não temos culpa que ele não cumpra a sua parte do compromisso, mas temos responsabilidade na relação e consequências como esta.

O melhor caminho a seguir é a assertividade. Explicar claramente o ponto da situação, explicar como vamos proceder (parar os trabalhos, abrir processo judicial, whatever) e apontar uma solução para o caso assim como deadlines. Caso não sejam cumpridos, avançar com o previamente exposto.

Se não resultar, dar como cobrança impossível e "siga para bingo". É preferivel esquecer do que continuar a perder mais tempo. Por outro lado, tirar as ilações necessárias e aperfeiçoar o método de selecção de clientes para eliminar os que não interessam e atrair os que interessam.
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Stromberg 
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Ameaçar um cliente é um mau caminho a seguir, seja qual for a situação.

Ainda que resulte em termos do pagamento em falta, em que pé ficaria a relação futura? Para além disso, o que demonstra menos carácter?

- faltar aos compromissos de pagamento (existem vários motivos)

ou

- ameaçar com chantagens do tipo ou "pagas ou lixo-te"

Quer queiramos, quer não, o primeiro responsável por um cliente faltar ao pagamento somos nós. Nós é que escolhemos trabalhar para esse cliente, nós é que escolhemos o cliente.

Não temos culpa que ele não cumpra a sua parte do compromisso, mas temos responsabilidade na relação e consequências como esta.

O melhor caminho a seguir é a assertividade. Explicar claramente o ponto da situação, explicar como vamos proceder (parar os trabalhos, abrir processo judicial, whatever) e apontar uma solução para o caso assim como deadlines. Caso não sejam cumpridos, avançar com o previamente exposto.

Se não resultar, dar como cobrança impossível e "siga para bingo". É preferivel esquecer do que continuar a perder mais tempo. Por outro lado, tirar as ilações necessárias e aperfeiçoar o método de selecção de clientes para eliminar os que não interessam e atrair os que interessam.

Há maneiras subtis de fazer passsar uma mensagem. Acho que nunca faria chantagem ou ameaçaria directamente - mesmo em último recurso. Agora, uma vez tive uns problemas com uma agencia imobiliaria que se portou mal comigo, e garanto-te que durante uns meses o primeiro e segundo lugar no google para o nome da agencia era um blogue criado por mim ;)
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muiomuio 
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Existem sempre formas de persuadir clientes. Uma carta de um advogado costuma ser o mais persuasivo no entanto existe uma empresa com a qual a minha empresa trabalhou e que começou por pagar as devidas avenças.

Passado cerca de 3 meses deixou de pagar, informavam que como faziam parte de um grupo os pagamentos estavam pendentes de aprovação.

A minha empresa não querendo perder o cliente nem "agir de má fé" como muitos dizem, continuou o trabalho. No mês seguinte o cliente não tinha pago não continuamos mas no entanto o site deles continuou a ter resultados, a subir de posicionamento e a aumentar no número de conversões.

O advogado da empresa foi contactado e descobrimos que igual a nós haviam mais 25 ações judiciais contra a empresa.

Eles ainda não pagaram. O dono das empresas é impossível conversar porque não tem respeito por ninguém.

São sempre situações complicadas de resolver.